Cartilha

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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

E nós mães e cuidadoras, como ficamos ?

Fui convidada para fazer uma palestra em Santos no Ameic Ameic -Mães Extraordinárias.
O tema foi sobre inclusão e o que é preciso para que realmente ela aconteça.
As reclamações foram as de sempre, mediadores sem interesse, bulling ,escolas mal adaptadas, etc..
Discutir sobre os problemas que permeia a deficiência seja ela qual for e ir buscar alternativas para melhorar o que já existe, é pensar num futuro melhor para nossos filhos e para nós também.
Constatei que muitas mães vivem com pouquissimas condições e  se esperarmos pelo governo para fazer algo por nós morreremos antes que isso aconteça, então precisamos nos organizar e fazer alguns projetos com campanhas que auxiliem mães , famílias e deficientes que vivem em extrema pobreza.
Cuidar da família é também cuidar da criança ou adulto com deficiência.
Se ter que cuidar de um filho com necessidades tão diferentes dos da maioria já é difícil mesmo tendo recursos, imaginem quem cuida de 1 ,2 ou até 3 filhos deficientes sem condições nenhuma!Pois é essas mães existem e a realidade delas é triste.
Apesar de passarem por muitas necessidades, não conseguem sair para trabalhar pois tem que cuidar do filho que tanto necessita de seus cuidados,porém por outro lado não tem condições financeiras para poder dar uma qualidade de vida melhor para sua família,.Essas mulheres necessitam de um beneficio que ajude na sua sobrevivência.
Precisamos  de instituições que desenvolvam projetos profissionalizantes, criando cooperativas para que elas possam trabalhar mesmo em casa.
Os casos de suicídio de nossa população tem aumentado consideravelmente,somos muito sozinhas em nossas responsabilidades.
Quando você entra nesse mundo e conhece a miséria em que vive muitos deficientes e sua família é impossível ficar alheia a tanto sofrimento, é impossível não se identificar.
Meus projetos agora é priorizar o bem estar e a saúde mental da mãe, da cuidadora , porque temos que estar bem para podermos continuar caminhando.Mesmo cuidando de nossos filhos precisamos de recursos para a nossa sobrevivência e auto-estima.
Claro que melhorando a inclusão social para nossos filhos teremos mais liberdade para podermos sair do ostracismo, mas no paralelo precisamos de apoio sim.



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