Cartilha

Cartilha

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Novos conceitos e diretrizes para a educação inclusiva.

A inclusão está dando o que falar.
Acho que todos nós pais ou pessoas com deficiência  estamos insatisfeitos de como está sendo feita essa inclusão.
Precisamos criar diretrizes e novos conceitos.
A Matherna Assessoria Pedagógica Inclusiva tem um trabalho interessante e merece ser divulgado.
Abaixo Joana Canfora descreve como a Matherna nasceu e a que se propõe.

"Há alguns meses entre conversas e desabafos em uma hora de almoço qualquer, começamos a falar sobre o que de fato estávamos contribuindo para a educação de uma forma geral. Muitas coisas passaram em nossa cabeça, e nessa angústia de fazer algo melhor, surgiu a ideia de colocar nossas metas, até então, somente sonhos, em prática.
Sentimos que ao longo da nossa trajetória em escolas regulares, o professor de sala precisava de algo mais. Ele merecia ser acolhido, aconchegado e principalmente orientado da melhor forma possível em suas dúvidas e angustias perante a inclusão, mas o mesmo tempo pensávamos nas muitas famílias que ainda ficam desamparadas e preocupadas em terem seus filhos inclusos somente porque possuem este direito, mas que na realidade estão totalmente excluídos do contexto escolar.
Foi daí que resolvemos criar a Matherna Assessoria Pedagógica Inclusiva, empresa pioneira em proporcionar às instituições educacionais o acesso aos serviços inclusivos que contribuam para uma inclusão eficaz e satisfatória, respeitando as Leis Federais vigentes.

PROPOSTA PEDAGÓGICA
Com a intenção de proporcionar o acesso aos serviços inclusivos de qualidade e ser mediador, um articulador do processo de inclusão de alunos com Necessidades Educacionais Especiais, a Matherna Assessoria Pedagógica Inclusiva oferece assessoria e orientações pedagógicas inclusivas.
São de responsabilidade da Matherna Assessoria Pedagógica Inclusiva as seguintes ações:
·         Realizar uma avaliação considerando vários instrumentos:
-          Conversa com a equipe escolar para obter informações as quais ocasionaram o encaminhamento do aluno ao atendimento educacional especializado;
-          Bate papo com o aluno;
-          Observações do aluno em diferentes ambientes e momentos;
-          Entrevista com a família ou responsável;

·         Preparar em consonância com a equipe pedagógica e gestora da instituição, um plano de atendimento individualizado definindo as ações que deverão ser promovidas em favor de melhores condições para o desenvolvimento do aluno;

·         Intervir, orientar e acompanhar a equipe educacional em suas práticas pedagógicas, ampliando o conhecimento sobre a inclusão acerca da pessoa com Necessidades Educacionais Especiais;

·         Orientar o professor que trabalha diretamente com o aluno com NEE, sobre os recursos pedagógicos que ele detém para promover seu olhar diferenciado quanto à aquisição de estratégias pedagógicas inclusivas;

·         Estabelecer uma parceria com a família, envolvendo-a no plano de ação individualizado do aluno, para que se haja uma consolidação e fidelização na confiança transmitida pela escola;

·         Promover palestras, seminários e workshops aos docentes, não docentes e familiares abordando temas inclusivos sugeridos pela equipe escolar, bem como temas propostos pela Equipe da Matherna a fim de suprir alguma necessidade evidente.

 “AS PROFISSIONAIS”
DANIELA GAZAFI
Formada em Letras pela CEUNSP e Pedagogia pela UNOPEC, tem especialização em Educação Especial e Inclusiva pela FACINTER fez curso de Psicologia Infantil e de Deficiência Intelectual, está realizando o curso de Aperfeiçoamento em Atendimento Educacional Especializado pela UFSM, participou do 3º Fórum Internacional da Síndrome de Down, 7º Fórum Internacional de Educação e do Fórum Permanente e Interdisciplinar de Desafios do Magistério - ''A Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva'', os últimos três realizados pela Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP, há mais de 3 anos leciona na área da Educação Especial  pela Prefeitura de Indaiatuba.

JOANA CANFORA
Formada em Pedagogia com habilitação em Deficiência Intelectual pelo Centro Universitário Fundação Santo André, fez curso de Gestão Escolar, de aperfeiçoamento à distância: Tecnologia Assistiva, Projetos e Acessibilidade pela UNESP, Currículo Funcional Natural , Comunicação Suplementar e Alternativa (CSA) pela APAE de Indaiatuba, “Que Fala!” Sistema de comunicação Alternativa para prancha de comunicação digital, “Cérebro e Aprendizagem” pela APAE de Santo André, está realizando o curso de Aperfeiçoamento em Atendimento Educacional Especializado pela UFSM, participou do 3º Fórum Internacional da Síndrome de Down, 7º Fórum Internacional de Educação e do Fórum Permanente e Interdisciplinar de Desafios do Magistério - ''A Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva'', os últimos três realizados pela Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP, por 2 anos lecionou na APAE de São Caetano do Sul, há mais de 1 ano leciona na área da Educação Especial pela Prefeitura de Indaiatuba e é Representante na Câmara Temática para a Construção do Plano Municipal de Educação para o Decênio de 2013 e 2023 pela Prefeitura de Indaiatuba.
JULIANA VALARINI
 Formada em Pedagogia com habilitação em Deficiência Intelectual pelo Centro Universitário Fundação Santo André, Pós-graduada em Psicopedagogia pela UNIABC, fez curso de Alfabetização, Ensino Estruturado para Autistas na Abordagem TEACCH pela Uniapae, Currículo Funcional Natural, Comunicação Suplementar e Alternativa (CSA) pela APAE de Indaiatuba, “Que Fala!” Sistema de comunicação Alternativa para prancha de comunicação digital, participou do 3º Fórum Internacional da Síndrome de Down, 7º Fórum Internacional de Educação e do Fórum Permanente e Interdisciplinar de Desafios do Magistério - ''A Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva'', os últimos três realizados pela Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP, há mais de 1 ano leciona na área da Educação Especial pela Prefeitura de Indaiatuba.





segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Maioridade da deficiência

Pessoal...
Hoje estou aqui falando em nome de mães que tem seus filhos adultos.
Quando crianças , apesar das dificuldades que passamos , a mudança de rotina, o processo de aceitação,, a escolha do tratamento adequado, as decepções pelas quais passamos por nossos filhos não se desenvolverem da maneira que esperamos , ainda assim somos movidas por uma esperança de melhorias para sua vida futura.
Cada criança é unica no seu desenvolvimento e nesses 29 anos de convivência com a Paralisia Cerebral, aprendi que mesmo com prognósticos negativos muitas crianças  surpreenderam por suas conquistas.
Devemos considerar que num quadro grave de Paralisia Cerebral mesmo com as conquistas alcançadas, ainda assim o quadro de tetraplegia não mudará, um tetra nunca será um diplégico que nunca será um hemiplégico.
As vezes em busca da "cura" nos esquecemos que a qualidade de vida, sendo normal, tetra, diplégico ou hemiplégico é o que fará toda a diferença.
Nossos filhos crescem e nós envelhecemos.
Tenho conversado com algumas mães que são sozinhas com seus filhos adultos.
É uma responsabilidade muito grande porque até o direito de ficarmos doentes ou morrer não nos damos para poder cuidar de nossos filhos.
Precisamos pensar no futuro. Com quem ficará nossos filhos quando não conseguirmos mais cuidar deles ?
Ainda se olha pelo bebê e a criança com deficiência, porém os adultos são esquecidos.
Poucas clinicas os acolhem , poucos são os centros de convivência muitos estão a merce de uma vida ingrata sem direito a nada.
O sofrimento e a solidão de uma mãe que fica só com seu filho dependente é desumano, como nosso país não dá nenhuma condição para essa mãe que dedicou a vida á seu filho ?
Não sou a favor do assistencialismo, se o governo nos desse a condição de termos centros de convivência que atendessem a nossa demanda. Que enquanto trabalhássemos para manter o nosso sustento e do nosso filho, ele estaria sendo bem cuidado, se relacionando com outros,aproveitando para ser inserido na sociedade através das artes e cultura.Poderia também ter moradias assistidas que é quando um grupo de jovens com deficiência severa moram juntos numa casa, onde recebem todo o tratamento multidisciplinar e seus pais podem participar de suas vidas passando o tempo que quiserem com eles porém sem as tarefas que pela idade não conseguem mais executar.Para isso precisamos do poder público.
 Ainda existe um caminho longo para conseguirmos a isso.
O que fazer com essas mães e pessoas com deficiência severa que chegaram na idade adulta e não tem quem as acolha ?
Sou a favor do Loas para o filho e de uma aposentadoria para a mãe.
É certo que o Loas é dado para o miserável que tem como renda 1/4 de salário minimo.
É uma incoerência isso já que o estado não da conta da demanda para a edução e saúde que não existe para os mais graves.
Uma mãe de um deficiente grave larga sua profissão, sua vida social para cuidar do filho, existe muito amor e dedicação nisso, mas também existem problemas na coluna,muitas enfartam cedo, depressão,envelhecimento precoce, falta de vontade de viver devido todas as dificuldades.
Existem uma série de doenças relacionadas ao cuidador de pessoas com deficiência severa.
Vamos olhar um pouco para essa população...vamos olhar um pouco para o nosso futuro porque se não fizermos algo é isso o que espera a maioria
Fiquei 10 dias sozinha com Gabriel e senti na pele as limitações que muitas mães passam todos os dias.
Quero realmente ter um olhar para essas mães que tem o direito de ter uma vida mais digna .
A vida não pode ser só obrigações, para uma sanidade mental precisamos ter diversão também.
Unidas por amor a nós , aos nossos filhos e ao próximo.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

ESTIMULAÇÃO PRECOCE: O CAMINHO PARA REDUZIR OU EVITAR SEQUELAS- DRA ALESSANDRA FREITAS RUSSO


Estimular num conceito mais simples, significa criar condições que facilitem o desenvolvimento da criança. As mães o fazem naturalmente, através de conversas, alimentação, jogos de demonstração de afeto e carinho. No recém-nascido de risco (prematuro, baixo peso de nascimento e asfíxico), o processo se torna mais complexo, pois pode haver alteração no vínculo mãe / filho (a) e a intervenção precoce surge como um processo terapêutico.
O que se pretende é o início da estimulação o mais cedo possível, uma vez que durante os primeiros anos de vida é que ocorre o maior desenvolvimento do cérebro, sendo de fundamental importância, as experiências pelas quais a criança passa neste período.
         A plasticidade neuronal explica hoje a urgência que há na estimulação de crianças que sofreram uma injúria no Sistema Nervoso Central, pois quanto mais precoce e objetiva esta intervenção, maior e melhor são as chances desta criança se desenvolver plenamente dentro de suas potencialidades e com menor déficit residual. Nosso cérebro está mais apto a mudanças de função e recuperação das funções lesadas.
         A intervenção precoce deve ser iniciada a partir do momento que o bebê recebe alta hospitalar e serão estimuladas as percepções sensoriais, os movimentos normais (posicionamento da criança), os aspectos motores (como coordenação motora), o brincar, a socialização e a cognição.
Os programas de estimulação precoce atendem crianças já com algum diagnóstico, como síndrome de Down, paralisia cerebral ou autismo, mas também os chamados “bebês de risco”. São recém nascidos prematuros, com peso de nascimento abaixo de 2000g, bebês que tiveram falta de oxigênio no parto (asfixia) ou qualquer outra intercorrência neurológica, como meningite ou convulsões.  A equipe deve contar com médico neuropediatra, fisioterapeuta, fonoaudióloga, terapeuta ocupacional e psicóloga.
O objetivo é promover a saúde física, mental e emocional destas crianças e suas famílias, trabalhando os vínculos parentais, a compreensão da deficiência quando presente e o investimento da família neste indivíduo. Queremos criar crianças felizes com ou sem deficiência, aceitas por suas famílias e pelo meio onde vivem!!